quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sugestão de Livro

Íris 
Uma despedida

Gudrun Mebs e Beatriz Martín Vidal
Ed. Pulo do Gato, 2012

Uma história delicada e comovente que se desenvolve a partir do relato de uma criança. Íris adoece gravemente e, pelos relatos de sua irmã ,vamos acompanhando a evolução da doença e os efeitos do câncer sobre uma família de pai, mãe, avó e duas filhas pequenas. Mais uma vez somos brindados com a oportunidade de refletir sobre as diferentes formas de enfrentamento da morte, do luto e da própria vida. Uma leitura imperdível para os apaixonados pelo tema. Fatima Geovanini

* * *


Como uma criança pode entender a doença de uma irmã querida de forma tão repentina? Principalmente uma doença como o câncer?

Esse livro traz de forma delicada o percurso da descoberta à morte. As imagens tem representatividade fascinante nesse conto de tema tão complexo. 

fonte da imagem: todacriancapodeaprender.org.


domingo, 3 de novembro de 2013

relações intergeracionais

Solidariedade entre as gerações na Europa - onde estamos?



texto original
YOUROPE
La solidarité intergénérationnelle en Europe - où en est-on ?

Google traduz

terça-feira, 29 de outubro de 2013

um inovador

Lou Reed* sabia que estava no estágio final da doença, diz médico
O cantor, compositor e guitarrista Lou Reed sabia que estava no estágio final da doença no fígado e praticou os últimos exercícios de Tai Chi em menos de uma hora de sua morte, domingo (27/10), aos 71 anos. De acordo com seu médico, Dr. Charles Miller, da Cleveland Clinic, em Ohio, onde o cantor havia feito um transplante em abril, Lou Reed voltou ao hospital nos últimos dias de vida após uma piora. No entanto, o  próprio artista decidiu voltar para Nova York, ao saber que sua doença estava no estágio final.

'Morreu em paz com seus amados', disse o médico ao 'New York Times'.
O médico Charles Miller, da Cleveland Clinic, em Ohio, nos EUA, disse ao site do jornal "New York Times" que Lou Reed decidiu voltar da clínica para Nova York depois que os médicos disseram que sua doença no fígado não poderia ser tratada.
Lou Reed morreu aos 71 anos, na manhã de domingo (27/10), em Long Island, Nova York, nos EUA. O agente literário do artista, Andrew Wylie, disse à agência de notícias Associated Press que ele morreu em decorrência de problemas no fígado - a doença não foi especificada. O cantor passou por uma cirurgia de transplante de fígado em maio de 2013. A notícia foi divulgada inicialmente pela revista "Rolling Stone".
"Ele morreu em paz, com seus amados em volta dele", disse o médico. "Fizemos realmente tudo o que podíamos. Ele realmente queria estar em casa". Charles Miller também disse que o músico "lutou até o fim". "Ele fazia exercícios de Tai Chi uma hora antes de morrer, tentando se manter forte".

* * *

Ele morreu em paz, com todos seus amados em volta dele", disse o médico, segundo o jornal "The New York Times". "Nós fizemos tudo que podíamos. Ele queria realmente estar em casa".

Sóbrio desde 1980, Lou Reed era um praticante de Tai Chi, arte marcial reconhecida também como uma forma de meditação. "Lou estava lutando forte até o fim. Ele estava fazendo os exercícios de Tai Chi dele em menos de uma hora de sua morte, tentando se manter forte e se manter lutando", disse Miller.

Comentário 
mais uma caso de Cuidados paliativos em casa, com sucesso.
Anelise Fonseca

* * *

*Lou Reed foi um cantor, guitarrista e compositor norte-americano. Foi considerado o 81º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. (Wikipédia)

Indicação de Livro:

Passarinha 
katrryn Erskine - Ed. Valentina (2013)


Trata-se de um livro que, de forma romanceada, nos convida a refletir em torno do tema da violência nas escolas, do autismo e também sobre morte e luto. Penso que acima de tudo, seguindo aqui nosso maior interesse, é uma grande dica para os interessados nas questões que envolvem o processo do luto. 
É uma obra extraordinária que através do relato de uma menina com Síndrome de Asperger(*), nos mostra o esforço psíquico de cada um na elaboração do luto e do funcionamento psíquico na procura por um desfecho que seja satisfatório ao sujeito.
Para mim, como psicanalista,  me impressionou a capacidade e a delicadeza da autora,  que conseguiu expressar de forma tão precisa o funcionamento mental de uma criança com Síndrome de Asperger.
Mais um livro imperdível. Tenham uma ótima leitura. Fatima Geovanini

(*) Síndrome de Asperger era um transtorno do espectro autista, diferenciava-se do autismo clássico pelo portador ter fala compreensível. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido removida do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" (DSM), sendo fundida com o autismo. (...) Um dos primeiros usos do termo "síndrome de Asperger" foi por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no DSM, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).
Algumas características dos Aspergers são: dificuldade de interação social, dificuldades em processar e expressar emoções (este problema leva a que as outras pessoas se afastem por pensarem que o indivíduo não sente empatia), interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças em sua rotina, pessoas desconhecidas, ou que não vêem há muito tempo, comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto. (wikipédia)

para lembrar

Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral) comemorado nesta terça-feira 


Hábitos saudáveis podem prevenir AVC, dizem especialistas.

Apontado como uma das principais causas de internação e morte no país, o acidente vascular cerebral (AVC) pode ser prevenido com hábitos saudáveis 
Thais Leitão





"De acordo com a Organização Mundial de AVC, a doença é responsável por 6 milhões de mortes a cada ano. Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2000 e 2010, a mortalidade por acidente vascular cerebral no país caiu 32% na faixa etária até 70 anos, que concentra as mortes evitáveis. Apesar disso, só em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência de AVC nessa faixa etária.

Membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, o médico Eduardo Barreto acredita que o desconhecimento da população sobre os sintomas é uma dos maiores dificuldades no combate ao AVC".
leia mais


Dia Nacional do Amigo Livro


Fatima Geovanini


Um amigo diário ...

solidariedade

copiado do facebook
fonte da imagem


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Independência & Vida

No Embalo do Rivotril

"Indicado para tratar síndrome do pânico e fobias, o medicamento de tarja preta é adotado por cariocas como panaceia para as tensões do dia a dia", por Sofia Cerqueira | 02 de Outubro de 2013
Link para a reportagem da Veja:

Vale a pena ler e refletir sobre a existência de outras possibilidades de recursos para enfrentar as dificuldades do viver.
Sem dúvida, isso implica em mudanças no pensar e no agir. Devemos pensar em criar alternativas e abrir mão de recursos que inicialmente são fáceis, oferecendo uma rápida solução, mas que à posteriori apresentam suas consequências. 
Hoje temos a nossa disposição muitos recursos: diferentes linhas de trabalho psicoterapêutico, várias modalidades de atividades físicas, grupos de apoio, grupos de convivência, entre outros.
Mãos à obra! Fátima







música, a linguagem universal



An Die Freude (Ode To Joy)
Ludwig Van Beethoven


O Hino à Alegria, ou Ode à Alegria (em alemão Ode an die Freude), é o nome do poema cantado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Beethoven, conhecida também como Hino Europeu ou Hino da União Europeia.

Beethoven compôs este texto em 1823, inspirado no poema "Ode à Alegria", de Schiller, escrito em 1785. Neste poema Schiller expressa uma visão idealista da raça humana como irmandade, uma visão que tanto este como Beethoven partilhavam. (wikipédia)


Cantemos juntos

original

O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern lasst uns angenehmere anstimmen
und freudenvollere!

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder
Wo dein sanfter Flügel weilt.

Wem der grosse Wurf gelungen
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.

Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen,
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott!

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Seid umschlungen, Millionen.
Dieser Kuss der ganzen Welt!
Brüder! Über'm Sternenzelt
Muss ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.


***
tradução

Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir |
O que o costume rigorosamente dividiu. |
Todos os homens se irmanam | 2X
Ali onde teu doce vôo se detém. |

Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,|
Uma única em todo o mundo. |
Mas aquele que falhou nisso | 2X
Que fique chorando sozinho! |

Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e |
Um amigo leal até a morte; |
Deu força para a vida aos mais humildes | 2x
E ao querubim que se ergue diante de Deus! |

Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.

Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora.
* * *


nunca é tarde

mesmo com 90 anos uma pessoa pode tomar decisões que façam sentido para a vida






Candomblé à francesa: Gisele Cossard, 90 anos, a mãe de santo Omindarewá, abandonou tudo para viver para a religião

leia





imagem: A mãe de santo Omindarewa em seu terreiro, em Santa Cruz da Serra Foto: Mazé Mixo / Extra

reconhecimento e gratidão de uma paciente

De: "Teezinha"
Data: 18 de outubro de 2013 14:51:21 BRT
Para:
Assunto: DIA DO MÉDICO


Querida Anelise,
Parabéns pelo seu dia ! Nosso carinhoso abraço. Obrigado por sua dedicação, por sua entrega profissional , por todo seu esforço em tornar nossa vida melhor.
Obrigado por nos mostrar , nessa  fase de nossa vida em que tanto nos pesam as perdas, que ainda nos resta muito a conquistar, bastando para tal olharmos
para a frente e enfrentarmos o desafio dos novos horizontes. Nisso você é muito competente e eu lhe sirvo como prova. Obrigado por você existir !
Nós, seus pacientes velhinhos, quase insuportáveis diria eu, a amamos muito, pode acreditar. Parabéns hoje e sempre !
Beijos,
Terezinha.

Esta paciente está comigo há 6 anos;  ... realmente eu devo ter ajudado e acho que serve de exemplo, principalmente na importância do vinculo! Anelise

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

me leva que eu vou ...

foto copiada da internet

uma senhora Nobel!



Alice Munro, escritora canadense, vence Nobel de Literatura 2013, aos oitenta e dois anos


Segundo o comitê da premiação, Munro é "mestre da narrativa breve contemporânea" e "aclamada por sua narrativa afinada, que é caracterizada pela clareza e pelo realismo psicológico". Alguns críticos a consideram "a Chekhov canadense", em referência ao escritor russo Anton Chekhov, por seus contos serem centrados nas fraquezas da condição humana.
"Eu sabia que estava na disputa, sim, mas nunca pensei que venceria", disse Munro à agência The Canadian Press, em Victoria. Ela disse que sempre considerou a possibilidade de vencer o Nobel como "um sonho impossível, algo que poderia acontecer, mas que provavelmente não ocorreria". "Estamos no meio da noite aqui e havia esquecido totalmente", contou.

conectados à vida virtual

Número de pessoas com mais de 50 anos conectadas à internet cresceu 222,3%

Foto Getty Images

São Paulo - Na semana passada, o computador de Sebastiana Martins, de 78 anos, ficou estragado por três dias. Foi um tempo de agonia. "Parece que eu tô sem roupa, bem!", disse ela à reportagem na terça-feira passada. "O estabilizador liga, mas a CPU está fazendo um barulho muito estranho, vuuum, vuuum..." A aposentada estava, então, privada de um dos passatempos mais divertidos que encontrou nos últimos anos: fazer pesquisas no Google, "puxar" música no YouTube, checar e-mail e conversar com alguns de seus 107 amigos no Facebook.

Apesar de ter nascido 60 anos antes do início da internet no Brasil, Sebastiana é usuária ativa da rede mundial de computadores. A barreira do contato com a máquina ela venceu há alguns anos - basta ver a familiaridade da ex-costureira com a descrição das peças que compõem um PC e a sua disposição para mexer no Mac da neta Raquel. Nem o vocabulário digital é segredo para ela. "Adoro receber pps", diz. Pps é a terminação de arquivos gerados pelo Power Point no formato de apresentação de slides.

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

No dia 12 de outubro foi comemorado o  Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, cujo tema em 2013 é: "Conseguir uma cobertura universal dos cuidados paliativos: dissipar os mitos".

O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é promovido mundialmente pela Worldwide Palliative Care Alliance, uma rede de organizações de cuidados paliativos, e conta com a parceria de várias entidades, como é o caso da European Association for Palliativa Care, International Observatory on End of Life Care, International Association for Hospice and Palliative Care, Asociación Latinoamericana de Cuidados Paliativos, International Association for Hospice and Palliativa Care.


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outras notícias

Cuidados paliativos devem centrar-se na vida, não na morte

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos 2013

Assinalado no dia 12 de outubro, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos em 2013 tem como lema: "Conseguir uma cobertura universal dos cuidados paliativos: dissipar os mitos". Será também promovida uma reflexão sobre a forma como "os cuidados paliativos se encaixam no plano de cobertura mundial de saúde, algo que é o foco de muitas discussões a nível nacional e global".

Todos os anos, em aproximadamente 70 países, são realizadas atividades com o propósito de assinalar o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que incluem variadas campanhas públicas de sensibilização, que visam promover "uma melhor compreensão das necessidades médicas, sociais, práticas e espirituais das pessoas que vivem com uma doença terminal e das suas famílias". Outras ações realizadas neste dia incluem reuniões e sessões de esclarecimento com decisores políticos e atividades de angariação de fundos.

Bioética e Cuidados Paliativos

a notícia

Um belga de 44 anos morreu por eutanásia em setembro após alegar transtornos físicos e psicológicos "insuportáveis" depois de realizar um procedimento cirúrgico para mudança de sexo. Nathan Verhelst morreu em um hospital de Bruxelas, na presença de vários amigos, depois de uma longa batalha para conseguir a aprovação do procedimento.
Wim Distlemans, médico do hospital universitário VUB que acompanhou o procedimento, disse que Nathan morreu tranquilamente. De acordo a imprensa da Bélgica, ele afirmou que as condições para a realização da eutanásia existiam, já que "havia claramente sofrimento físico e psicológico insuportáveis", explicou ao jornal "Het Laaste Nieuws".

comentário

Diante desta notícia tão impactante por uma situação extrema, entremeada por um grau de complexidade relevante, não podemos deixar de destacar o relato desta reportagem e tentar compreender o sujeito. Seja no campo da bioética e por que não da atenção paliativa, sem ousar analisar o tema, com maior profundidade, um olhar crítico se faz necessário. Destaco a relevância de se refletir a sociedade  em que vivemos, suas contradições e a busca por um ideal, talvez inexistente. 
Que possamos, como profissionais da saúde competentes como somos, estar atentos às condições limítrofes do ser humano como esta noticiada e, de algum modo, possamos contribuir positivamente no resgate de um significado para a vida.
Anelise


leitura sugerida

Este livro foi uma agradável surpresa, pois encontrei nele a concretização de algumas ideias que venho desenvolvendo sobre o livro como um importante recurso terapêutico, estimulador de reflexões, provocador de mudanças e, acima de tudo, facilitador nas relações. Trata-se de O Clube do Livro do Fim da Vida - Uma história real sobre perda, celebração e o poder da leitura. - Will Schwalbe, Ed. Objetiva.

Nesta história verídica, mãe e filho se encontram unidos durante o período de enfrentamento da doença da mãe, um câncer de pâncreas, através da leitura. Ambos sempre gostaram de ler. Nas idas ao hospital para a ssessões de quimioterapia, os livros servem de instrumento para que ambos possam falar sobre suas vidas, experiências e seus sentimentos através de persongens da literatura. Assim foram discorrendo sobre vida e morte, construindo sentidos e fortalecendo os laços para o momento da despedida. Ao final do livro há a relação dos livros discutidos entre eles.
Uma bela e emocionante história, além de um excelente estímulo para recorrermos à literatura como um suporte para o enfrentamento de nossas próprias questões.
 Fátima

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

vida saudável


Reportagem do Globo - Ciência - de 18/09/2013: Pesquisa científica publicada no "Lancet Oncology" revela que uma vida saudável pode reverter o envelhecimento celular. Entre eles destacam: comer grãos integrais e vegetais; praticar exercícios regularmente; evitar o estresse e cultivar uma vida familiar e social saudável. Mais um estímulo para praticarmos hábitos saudáveis, procurando viver com qualidade de vida. Fatima Geovanini



idosos chineses: solidão, pobreza e depressão

 
Velocidade das mudanças na China rural leva solidão, pobreza e depressão a idosos

Simon Denyer - O Globo
LUZHAI, China - Sentado sobre a cama, o casal de idosos estava cercado por chinelos gastos, sacos plásticos, roupas sujas - tudo espalhado sobre o chão sujo e diante de uma antiga televisão. As cinco filhas deixaram o vilarejo de Luzhai, no Leste chinês, e trabalham com seus maridos nas metrópoles do país. Ma Jinling, de 81 anos, e sua mulher, Hou Guiying, não têm telefone e sequer sabem onde elas estão morando; as filhas fazem poucas visitas e a ajuda financeira é ainda mais rara. Continuam vivendo de um pequeno pedaço de terra.
- Se ele não plantar, não teremos o que comer - contou Hou, de 71 anos. - Quando acaba o dinheiro para as despesas médicas, simplesmente paramos de nos tratar.
Décadas de turbulência social - do comunismo radical para o capitalismo galopante - abalaram os antes estreitos laços das famílias chinesas. Dezenas de milhões de idosos estão sendo deixados para trás, sofrendo com pobreza, doenças e depressão. O problema é tão grave que o governo sancionou uma lei que permite aos pais processar os filhos que não os ajudem.
- Os idosos do campo não têm poder ou propriedades para comprar o respeito dos filhos - disse Zhao Yaohui, da Universidade de Pequim, coautor de um estudo sobre os problemas dos mais velhos na China.

Meio bilhão de idosos em 2043
continue a leitura

foto Google



Comentário:
Será que esta notícia não pode ser transportada para a realidade brasileira?
Mais ainda, será que no Brasil ocorre somente na zona rural? Um alerta para quem cuida, quem recebe o cuidado e para quem cuida de quem cuida. Aliás, quem é que cuida de quem cuida? Anelise Fonseca

um alerta

"Um alerta não apenas aos idosos, mas para aqueles que gostam de presentear pessoas queridas. Na compra de um calçado para um idoso, observar características que possam contribuir para um evento que poderá ser fatal. A fratura de fêmur e de quadril que poderá advir da queda poderá ter relação direta com tempo de internação prolongado e mortalidade." Anelise Fonseca

Sapato inadequado aumenta risco de queda em idosos

Do UOL, em São Paulo 17/09/2013

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, alerta para o perigo do uso de calçados inadequados por idosos.

O uso de chinelos, andar descalço ou com meias contribuem diretamente para as quedas em pessoas com idade mais avançada. Segundo o ortopedista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC Marcos Hideyo Sakaki, o idoso, naturalmente, tem pés com deformidades e isso o leva a usar calçados mais confortáveis, elevando a chance de cair.

Investimento em cuidado com idosos precisa triplicar até 2050, diz estudo

O número de pessoas idosas que precisam de cuidados no mundo todo deve praticamente triplicar em 2050, segundo um estudo divulgado pela organização Alzheimer Disease International.

O número de pessoas nessa situação saltará de 101 milhões para 277 milhões até lá, parte delas também sofrendo demência. Tanto que o relatório reforça o alerta para uma "epidemia global de Alzheimer". continua


Mais uma sinalização da necessidade que toda sociedade tem de se preparar para cuidar dos idosos. A epidemiologia e os estudos demográficos mostram há anos esta importancia. As organizações internacionais que guias as politicas públicas também sinalizam. Percebe-se um amadurecimento da sociedade brasileira, mas ainda há um caminho longo a ser perseguido. Anelise Fonseca

evento: Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro

Fatima Geovanini e Anelise Fonseca participarão do Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro que acontecerá entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro. Evento de extrema importância para a geriatria e gerontologia do Rio de Janeiro, estaremos no curso pré-congresso sobre Cuidados Paliativos nas mesas de comunicação, terapia intensiva e serviços de saúde. Anelise Fonseca também participará da mesa sobre auto-cuidado e gerenciamento de saúde, tema de seu doutorado. Todos serão bem-vindos para um evento organizado com muito cuidado nos detalhes em relação ao tema do congresso. Participantes internacionais expoentes também confirmaram a presença. Evento imperdível para todos os envolvidos com a geriatria e gerontologia. 


aconteceu

Estivemos em setembro na semana da psicologia do Hospital Cardoso Fontes cujo tema deste ano foi "O luto no Hospital". Participamos com as palestras sobre o luto no adulto e na velhice. Abordamos também o luto do profissional de saúde e o retorno foi muito positivo, uma vez que é um assunto de delicada abordagem. Com um publico "casa-cheia" o sucesso do evento foi marcado pela participação de cerca de 150 pessoas no auditório. 



uma crônica de Manoel Carlos

Belíssima crônica de Manoel Carlos sobre a Morte: "Nomes".  

Uma vez, num belo início de verão, o céu muito azul, fui ao enterro de um velho garçom do Bar Progresso, na São Paulo dos anos 60. Naquele dia, logo ao levantar, fui avisado pelo meu amigo Hélio, por telefone, do fim do nosso bom e paciente amigo. Combinamos de ir ao enterro naquela mesma tarde, como um gesto de carinho ao homem que aturava nossos excessos há muitos anos. No cemitério, depois dos cumprimentos à viúva, filhos e netos, caminhamos entre os túmulos, lendo alguns nomes e epitáfios, e vendo as fotos, descoloridas pelo tempo, de pessoas que ali jaziam.

Aproveitando o cenário, falamos sobre a morte, não de maneira mórbida, mas com naturalidade. De volta para casa, continuei pensando nela, na “dama branca” de Manuel Bandeira, lembrando que a minha mãe, quando alguém morria, dizia: “Foi para Deus”. Não necessariamente diante da morte de um parente, um amigo, um vizinho, mas de uma pessoa qualquer: “Foi para Deus”. Não me lembro de ter ouvido de mais ninguém essa expressão tão carregada de religiosidade. Como já devo ter contado nesta última página da Vejinha, minha mãe não pronunciava as palavras “desgraçado” e “maldito”. Dizia ter medo delas e nos censurava — a mim e aos meus irmãos — se as usássemos. Outra palavra da qual ela não gostava era “azar”, que substituía por “falta de sorte”. E obviamente, como todo mundo, não falava câncer, mas “aquela doença”.

Quanta delicadeza!
continue a leitura na Revista Veja


Vale a pena para refletir  sobre a dificuldade, ainda presente nos dias de hoje, de se pronunciar determinados significantes que fazem referência à morte. Fatima Geovanini



Dica de Livro

Sonhe mais - Reconstruindo a vida após a perda
Jai Pausch - Ed. Novo Conceito

Este livro foi escrito pela viúva de Randy Pausch, o grande autor de A Lição Final. Para quem não se lembra, Randy foi um renomado professor universitário que, ao se descobrir com um avançado câncer de pâncreas aos 46 anos, com três filhos pequenos, se defronta com sua finitude e resolve dar uma palestra, a qual deu o nome de A Lição final, para toda a comunidade acadêmica americana, falando abertamente de sua doença e deixando a todos suas lições de vida. O sucesso foi tamanho que logo depois houve a publicação de seu livro.

Jai em seu livro dá um belíssimo depoimento, não apenas das dificuldades enfrentadas como cuidadora do marido e mãe de crianças tão pequenas, mas nos fala também de sua forma de elaborar a perda vivida. Jai se tornou uma ativista em prol de pesquisas para o câncer de pâncreas, não esquecendo sua luta em prol da continuidade de sua vida e de sua familia. 

Como sempre observamos com nossos pacientes podemos também observar em Jai que o primeiro ano de luto é, sem dúvida, o mais difícil. No entanto também observamos que, quando o enlutado mantém uma conduta de enfrentamento desse luto, elaborando suas perdas e buscando novas significações para a vida, o trabalho árduo de enlutamento começa a ser concluido. Nesse caso, resta para sempre a lembrança, o afeto e toda a história que construiram e viveram juntos. Fatima Geovanini


longevidade japonesa

Japão atingiu recorde de 54 mil idosos com 100 anos

Ministério da Saúde diz que o total de centenários no país chega a 54.397.
São 47.600 mulheres e 6.800 homens com 100 anos ou mais.

"O envelhecimento da população é um dos grandes problemas para o futuro do país, já que se estima que cerca de 40% de seus cidadãos terão mais de 65 anos até o ano de 2060".

leia mais



Comentário

Diante de uma expectativa média de vida de 80 anos , o Japão mostra-se preocupado pois os números crescem a cada ano. Mas será que o envelhecimento da população deve ser encarado somente como um dos grandes problemas para o futuro do país? Será que não há oportunidades? Sabe-se que lá a estimativa é de 40% das pessoas com mais de 65 anos até o ano de 2060. Será que não é tempo o suficiente para uma organização politico-econômica? O Japão é um exemplo de como valorizar os idosos e organizar sua sociedade, essencialmente diante de crises e destruição. A impressão é que conseguirão vencer suas dificuldades. Porém e a nossa sociedade? Como nós ficamos? Anelise Fonseca
--

exemplar

Qual é o limite do ser humano? Sua idade? sua mente? seu corpo? Que esta jovem senhora seja inspiração para todos nós


Um dia depois de ter concluído um projeto que havia sido iniciado em 1978, a norte-americana Diana Nyad, 64, já começou a fazer novos planos. Após ter percorrido a nado os 166 quilômetros que separam Havana e a Flórida, ela pretende passar 48 horas seguidas nadando em uma piscina.

"Quando você está bem e está nadando, vai cantando canções de Neil Young. O tempo simplesmente passa"Diana 

um vencedor

Politicas a parte, neste fragmento de reportagem, o que nos interessa é o grau de autonomia e independência que o paciente pode ter, até em seus momentos mais difíceis. Um exemplo de Cuidados Paliativos na sua essência - Ajudar ao paciente manter sua dignidade, sua qualidade de vida da maneira que ele quer. Anelise Fonseca
Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação de Lula, chamou amigos para visitá-lo no hospital Sírio-Libanês. Internado em estado grave por causa de um câncer, mas lúcido, ele próprio ministrava as doses de morfina para controlar a dor e decidia quando ficava acordado para conversar com os antigos companheiros. (Fonte: site uol)
Ele faleceu em 13/09/2013, aos 63 anos.
Bancário, Gushiken foi fundador e dirigente do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Exerceu a coordenação de campanhas presidenciais de Lula e, no ano passado, foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas, da acusação de crime de peculato no julgamento do mensalão

um mito

"duas reportagem, duas homenagens, uma lição de vida: Tonia Carrero" 

Prestes a fazer 91 anos, Tônia Carrero está lúcida, mas quase não fala e vive reclusa

"Ela está lúcida e bem-humorada, embora, por ter dificuldades de andar, quase não ande; e, por ter dificuldades de falar, quase não fale", relata Cecil Thiré, 71, filho único da atriz, a Eliane Trindade. Justificativa para o ator não permitir à repórter entrevistar a mãe nem fotografá-la.


Quando vi a fila de seis idosas em cadeiras de rodas numa praça do Leblon, à luz do sol de inverno, com acompanhantes, passei direto – mas voltei para registrar a imagem terna com meu celular. Pareciam amigas. Unidas pelos anos e limites físicos, fofocavam coisas da vida, dos netos e bisnetos. Não desconfiei que a da ponta, elegante, com óculos escuros de aro branco, colar, camisa branca, calça estampada e chapéu de aba frondosa sobre os cabelos louros curtos fosse uma de nossas maiores divas do teatro e cinema, talvez a mais bela: Tônia Carrero, que acaba de fazer 91 anos. 

Um exemplo de longevidade produtiva.


6.set.2013 - A atriz Betty White, de 91 anos, vai integrar a edição 2014 do Livro dos Recordes Guinness por ser a mulher com a "carreira mais longa na TV na área de entretenimento", com 74 anos de trabalho. Ela iniciou sua carreira em 1939 e participou de alguns seriados populares nos EUA, como "The Golden Girls" (exibido no Brasil com o nome de "As Super Gatas"), "The Mary Tyler Moore Show" e "The Carol Burnett Show" 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

descontraindo o mau humor

Congestionamento Geriátrico



Celebridade dá autógrafos

 

o assunto 'Morte' pode nos fazer sorrir

O comediante Paulo  Gustavo na pele de Dona Hermínia:

com humor, ele/ela nos faz refletir que as lembranças influenciam nossas futuras decisões


 

o humor a serviço da saúde


Dona Herminia* é fã do Doutor Drauzio Varella



* personagem do ator Paulo Gustavo

comentário

"a ciência prescrevendo nossas vidas"  - como o humor pode contribuir para esclarecer o valor da prescrição e despertar nossa capacidade de criticá-lo. Anelise Fonseca

laços e enlaces

Este filme de curta metragem encanta por discutir o que realmente importa: Laços. 

a despedida de Mandela

Nelson Mandela saiu do hospital, mas continua em estado crítico



a Notícia

comentário

"Mandela tem alta mas seus médicos afirmam que em sua casa ele terá os mesmos cuidados do que no hospital. 
Várias questões merecem atenção e, dentre elas,  quais serão as medidas realizadas em casa? 
Desde uma mini UTI até uma enfermaria podem ser instaladas em casa e, provavelmente, a atenção paliativa foi o caminho escolhido por seus médicos com a concordância dos familiares. 
Ou será que foram os familiares que "convenceram" os médicos  a adotar tal conduta? 
Isto não vem ao caso, importa o fato da opção pelo atendimento em casa para que Mandela possa estar em seu ambiente. 
Tal decisão é louvável, tratando-se de uma pessoa que possui as condições necessárias para ser tratado em casa.  
Diante de um quadro de irreversibilidade da doença, quando o paciente se encontra em um estado de saúde cuja dependência e ausência de autonomia são marcantes, a discussão a respeito dos cuidados a oferecer ao paciente e sua família é de fundamental importância, principalmente sobre onde e como serão realizados. 
É possível que após diálogo e entendimento, a família perceba que o melhor para este herói da humanidade do séc XX e XXI é a sua permanência em casa, com suas lembranças, com carinho, junto com aqueles que lhe querem bem. 
Mesmo no hospital, com toda a qualidade de recursos disponíveis, talvez não se encontre o que mais nós desejamos nos momentos de fragilidade e debilidade: o aconchego do nosso lar
Na verdade, não há um melhor momento para morrer, porém o mais desejável é que o paciente, junto de seus familiares sinta-se confortável, atendido em suas necessidades e se despeça da vida com  tranquilidade". Anelise Fonseca