terça-feira, 31 de dezembro de 2013

uma roupa nova para um mundo velho

para um Mundo Velho quem sabe uma roupagem nova?





A Paz - Roupa Nova - Feliz ano Novo

contagem progressiva

breve estaremos em 2014


o poder das agulhas

Verdadeira ou falsa, acupuntura alivia calor provocado pela quimioterapia

O tratamento com acupuntura, tanto faz se verdadeira ou falsa, alivia as ondas de calor e outros efeitos secundários da quimioterapia aplicada a pessoas com câncer de mama, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos divulgado nesta segunda-feira pela revista "Cancer".

Os pesquisadores no Centro Greenebaum do Câncer, da Universidade de Maryland, e do Centro Kimmel de Câncer, da Universidade Johns Hopkins, queriam determinar se a acupuntura podia reduzir a gravidade dos efeitos secundários vinculados com os inibidores de aromatase. 

foto saúde terra

Shumacher: uma outra corrida

Médicos procuram ganhar tempo para salvar vida de Schumacher

Michael Schumacher, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, embateu com a cabeça numa rocha, quando esquiava fora da pista da estância de Méribel, nos Alpes franceses. O procurador de Albertville abriu uma investigação para apurar as causas do acidente. Philippe Quincy explicou à agência Reuters que a violência do embate fez com que o capacete se partisse em dois.

leia


Pergunto: o que levou o Campeão a sair da pista?

Deixe sua opinião nos comentários.
* * *
Médicos explicam condição de Schumacher

Ele está em coma induzido.

veja o vídeo

domingo, 29 de dezembro de 2013

os benefícios dos peixes

O peixe é uma proteína de excelente qualidade com o benefício ainda de ser uma carne magra. Comparado à carne bovina, suína e ao frango, é o que tem o menor teor de gordura saturada e, por isso, traz muitos benefícios para o coração, como explicou o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni no Bem Estar ...

Outra vantagem dos peixes é que eles têm ômega 3, uma gordura boa que ajuda até mesmo na prevenção de doenças cardiovasculares.

No Brasil, os tipos que mais têm essa substância são a sardinha, o peixe filhote e a pescada amarela, como mostrou o cardiologista Daniel Magnoni. No caso da sardinha, existem três maneiras de consumo: em óleo, que tem gorduras boas; na água, que tem menos calorias; e no molho de tomate, rica em fibras e antioxidantes.

Já o salmão, um dos tipos mais consumidos no país, não tem a mesma quantidade de ômega 3 da sardinha, por exemplo, já que é uma truta criada em cativeiro e colorida artificialmente – alguns criadores dão ração enriquecida com ômega 3, mas não tem a mesma absorção, segundo o médico.

No hemisfério norte, por outro lado, o salmão tem muito ômega 3 porque se alimenta de um outro peixe azul que ingere uma alga específica com grande quantidade dessa gordura. Os esquimós, por exemplo, comem esse salmão e apresentam maiores benefícios à saúde.

leia mais em:
Peixes têm pouca gordura saturada e fazem bem para a saúde do coração
27/12/2013 Bem Estar G1

e tem mais:


Peixes baratos e saudáveis, conheça algumas opções e economize

Gabriela Cuesta
Nutricionista
CRN-3 35.584

Segundo a American Health Associaton, o ideal é comer esse alimento ao menos duas vezes a semana. Clique aqui para saber quanto você precisa emagrecer e comece agora mesmo sua reeducação alimentar!
Mesmo sabendo das propriedades nutritivas, o peixe não faz parte dos cardápios da grande maioria dos brasileiros, muitas vezes pela falta de costume e pelo custo. Mas muita calma nesta hora, se você pensa que os únicos peixes saudáveis são o salmão, atum, bacalhau e linguado, você está enganado!

Temos uma grande quantidade de escolha, sendo possível aliar qualidade e bom preço.

Confira algumas opções que não vão pesar tanto no seu bolso e que irão te oferecer ótimas recompensas
(com deliciosas receitas)

maisequilibrio.com.br

* * * 
a minha receita:

Filé de panga ao forno

Ingredientes:
1 kg de filé de Panga; 2 tomates; 2 cebolas; Azeitonas verdes; 1/2 pimentão amarelo; 6 batatas médias; azeite de oliva; 3 limões; sal; pimenta-do-reino; 1 caldo de camarão

Modo de preparo:
Tempere os filés com o suco dos limões, sal e pimenta-do-reino; Corte as cebolas, tomates e batatas em rodelas e o pimentão em tirinhas; Forre uma travessa com as cebolas e algumas rodelas de tomate; Coloque por cima os filés; Esfarele o caldo de camarão por cima do peixe; Em seguida, coloque o restante do tomate, as batatas, o pimentão e as azeitonas; Regue com azeite de oliva; Cubra bem a travessa com o papel alumínio e leve ao forno médio para cozinhar; Após cerca de 25 minutos, retire o papel alumínio e aumente o fogo para dourar. Está pronto.

Esta receita obtive no site tudogostoso porque eu não sabia como preparar o peixe Panga.
Experimentei, gostei e repasso. 
Toda vez que preciso de receitas vou lá e sempre acerto na escolha e no tempero ...


sábado, 28 de dezembro de 2013

nascendo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependimento
pelas besteiras consumadas nem
parvamente acreditar que por decreto
da esperança a partir de Janeiro
as coisas mudem e seja claridade,
recompensa, justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça
este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo,
Eu sei que não é fácil mas tente,
experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
dorme e espera desde sempre.


autor desconhecido

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

em alta fidelidade

Casal de idosos tira fotos criativas para comemorar aniversário de casamento

imagem do Google
Para comemorar os 61 anos de casamento, este casal resolveu fugir do convencional e mostrar um jeito diferente e criativo de registrar a celebração. A série de fotografias foi desenvolvida pela neta, Lauren, e teve como inspiração o filme “Up- Altas Aventuras”.

veja mais fotos


* * *

imagem wikipédia

sobre o filme: UP - Altas Aventuras 
texto em PDF

* * * 

FILME ONLINE COMPLETO  youtube

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

é Natal

O Natal é a época de demonstrar amor, gratidão ou apenas comprar presentes (e/ou consciências), mas bem que poderia ser um hábito diário o pensar nos excluídos e o agir em seu favor; o Mundo seria melhor ...












domingo, 22 de dezembro de 2013

os dez feitos científicos mais importantes do ano

Revista Science elege os 10 maiores avanços da Ciência em 2013
AFP

O uso da imunoterapia para combater o câncer foi o avanço científico mais significativo de 2013, segundo a lista dos dez feitos científicos mais importantes do ano, elaborada pela revista Science.

A pesquisa contra o câncer viveu este ano uma revolução depois que esta abordagem para combater a doença, em desenvolvimento há décadas, finalmente revelou seu potencial terapêutico, explicaram os responsáveis editoriais da revista Science na última edição quinzenal da revista, datada de 20 de dezembro. 











Além deste avanço, a revista científica destacou outros nove em 2013:

Repertório de Natal

cante junto

The Messiah Hallelujah
George Frederic Handel


Allelujah (Aleluya)

Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah

For the lord God omnipotent reigneth
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
For the lord God omnipotent reigneth
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
For the lord God omnipotent reigneth
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah

Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
(For the lord God omnipotent reigneth)
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah

For the lord God omnipotent reigneth
(Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah)
Hallelujah

The kingdom of this world is become
The kingdom of our Lord, and of His Christ, and of His Christ

And He shall reign forever and ever
And He shall reign forever and ever
And He shall reign forever and ever
And He shall reign forever and ever

King of kings forever and ever
Hallelujah hallelujah
And Lord of lords forever and ever
Hallelujah hallelujah
King of kings forever and ever
Hallelujah hallelujah
And Lord of lords forever and ever
Hallelujah hallelujah
King of kings forever and ever
Hallelujah hallelujah
And Lord of lords
King of kings and lord of lords

And He shall reign
And He shall reign
And He shall reign, He shall reign
And He shall reign forever and ever

King of kings forever and ever
And Lord of lords
Hallelujah hallelujah
And He shall reign forever and ever

King of kings and Lord of lords
King of kings and Lord of lords
And he shall reign forever and ever

Forever and ever and ever and ever
(King of kings and Lord of lords)

Hallelujah hallelujah
Hallelujah hallelujah
Hallelujah

***




***
Comfort ye my people 
Messiah - Handel
                Jerry Hadley

Comfort ye,
Comfort ye my people!
Saith your God.
Speak ye comfortably to Jerusalem
And cry unto her that her warfare is accomplished,
That her iniquity is pardoned.
The voice of Him that cryeth in the wilderness:
Prepare ye the way of the Lord,
Make straight in the desert 
A highway for our God.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

um poema

CANÇÃO DE OUTONO

            Cecília Meireles
Perdoa-me, folha seca, 
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo, 
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão, 
se havia gente dormindo 
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles 
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

um vídeo: Cuidados Paliativos Pediátricos de la Sociedad Argentina de Pediatría.

Comparto contigo un video que hicimos con el equipo con motivo de las 1º Jornadas de Cuidados Paliativos Pediátricos de la Sociedad Argentina de Pediatría.
Espero que te guste y así conoces a mis compañeros y compañeras y parte del trabajo que hacemos, donde y como lo hacemos bien divergente jajaja!

 Sandra Chacon
Unidad de Cuidados Paliativos y Domiciliarios Pediatricos
Hospital Provincial Neuquén.
Argentina

Enviado con Correo de Windows

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

xô deprê

'antidepressivo sob medida'

Uma descoberta de cientistas israelenses abriu espaço para a criação de um "antidepressivo sob medida", que se adequaria às necessidades de cada paciente.

O estudo, conduzido pela Universidade de Tel Aviv, sugere que a depressão, doença que atinge cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, poderia estar ligada a um problema nas sinapses, em vez de ser causada — como se acreditava — pela falta de serotonina.
GUILA FLINT / BBC BRASIL
leia em Otempo

* * *

Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão.




"depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento"

O transtorno depressivo maior é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hiper sonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).
O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor "triste", que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa.
(referência: DSM-IV)

* * * 

tem mais

Depression's Tipping Point
9 December 2013

HyperionPixels/iStockphoto/Thinkstock

Down and out. Regular readings of mood may predict depressive episodes.

leia mais em Revista Science



momentos sem dor

Pacientes são presenteados com concerto dentro de hospital


..."comemoração aos dez anos do projeto "Música nos Hospitais", internos, visitantes e funcionários foram presenteados com obras clássicas entoadas por 14 instrumentistas na  Santa Casa de São Paulo, na manhã de 17 de dezembro".

Música nos Hospitais 
A Associação Paulista de Medicina e a Sanofi mantêm o programa há dez anos. Já foram realizadas mais de 100 apresentações pela Orquestra do Limiar em diversas instituições hospitalares da capital paulista, interior de São Paulo e outras capitais como Recife, Salvador e Brasília.

***


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Poema de natal

                          
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos - Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.
                                   Vinícius de Moraes

fonte luso-poemas.net

Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

homenagem

aniversariante: 

em 17 de dezembro nascia na Alemanha um dos maiores gênios da humanidade, Ludwig van Beethoven (1770)

tatuagem para recuperar o visual e autoestima

Tatuagem 3D ajuda a reconstruir mamas de mulheres que tiveram câncer

.. "É emocionante poder ajudar essas mulheres a recuperar a feminilidade e a vaidade. No final, quando se olham no espelho, algumas choram. Eu já chorei junto", conta o tatuador e pintor Sérgio Maciel, o Led's, que faz, em média, duas tatuagens de aréolas e mamilos por semana.

A psicóloga Catarina Braga Silva, 59, que retirou as duas mamas em tratamento contra câncer, reconstruiu os seios e os mamilos e agora tatua o bico do seio


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

um conto infantil

A LIÇÃO DA CORUJA

O menino devia ter mais ou menos onze anos de idade. Estava voltando da escola, com seu passinho miúdo, sem pressa, chutando pedrinhas e gravetos que encontrava pelo caminho, quando viu um ninho caído no chão. Sentiu vontade de chutar, mas preferiu parar, se agachou repararando mais perto o ninho onde havia um filhotinho morto. E, olhando ao redor, viu mais dois corpinhos.
O ninho caiu da árvore por causa da ventania, pedaços de galhos e folhas estavam espalhados pela estrada. Olhando para o alto da árvore, o menino viu um passarinho pousado e pensou que seria a mãe dos filhotinhos mortos. Sentiu enorme piedade e, ao mesmo tempo, se assustou com esse sentimento novo. Não sabia explicar o que sentia diante do ninho derrubado pelo vento porque nunca tinha ficado triste quando costumava matar passarinho com pedradas.
Cavou um buraco para enterrar os bichinhos e ao colocar o último punhado de areia escutou o passarinho pousado no alto da árvore falar:
- Obrigado menino, por cuidar dos meus filhinhos.
Ele olhou para cima, o passarinho soltou um triste piado e saiu voando.
Ainda confuso com a compaixão, sentimento que jamais sentira, sentou-se numa pedra a lembrar de como foi mau, tempo atrás, por matar passarinhos com seu estilingue e sentiu extrema dor ao recordar estas mortes inúteis. Pensou em fazer alguma coisa para se redimir e decidiu que soltaria todos os pássaros engaiolados que encontrasse pela frente a partir daquele dia.
Voltou para casa, comeu seu almoço e saiu para procurar gaiolas na vizinhança.
Entrou na casa de Dona Josefa, comadre de sua mãe, onde havia uma gaiola, abriu a portinha, porém o canarinho se recusou a sair.
- Vamos, voe para a liberdade. Disse o menino.
O passarinho respondeu:
- Pra quê? Aqui eu tenho água, comida e gaiola limpa. Prefiro ficar preso a ter de procurar alimento e abrigo!
O menino disse:
- Então continue preso. Você é um preguiçoso!
O menino foi para a casa de outro vizinho, o Seu Silva, amigo de seu pai. Abriu a portinhola da gaiola e falou:
- Vamos, voe para a liberdade.
O passarinho não quis abandonar a gaiola dizendo:
- Pra quê sair e me expor aos perigos. Aqui estou seguro, os gatos não me alcançam.
O menino respondeu:
- Então continue preso. Você é um medroso.
Ele continuou a procurar gaiolas e sempre encontrava a recusa dos passarinhos em fugir. Tentou pela última vez abrir a portinha da gaiola do pássaro preto, mantido por Seu Antonio do armazém da esquina.
O pássaro respondeu:
- Prefiro continuar preso na gaiola. Há muito tempo me pegaram na floresta e eu não sei mais voltar e nem sei se ainda tenho parentes por lá.
O menino disse:
- Então continue preso, você é um conformado.
Ele voltava para casa, desistindo do propósito de libertar os pássaros, sem entender porque eles preferiam continuar presos em suas gaiolas, quando encontrou uma coruja pousada no portão.
A coruja falou:
- Menino, sua intenção é boa, todavia, os pássaros engaiolados já estão acostumados com isso e a liberdade para eles significa risco e morte. Não se trata de preguiça, covardia ou conformismo. É da natureza deles porque nunca aprenderam a se virar sozinhos; desde que saíram dos ovos foram criados em gaiolas. São aves domesticadas que não sobreviveriam fora delas. Porém, existe coisa muito pior para as aves que vivem em liberdade nos campos e nas matas.
O menino ficou curioso e a coruja explicou.
- Existe o tráfico e contrabando de aves, principalmente as belas ou raras com risco de extinção. Pessoas gananciosas retiram da mata os filhotinhos para vender aos contrabandistas. Esse é o grande perigo.
A coruja se despediu e saiu voando para o telhado da casa.
O menino ficou impressionado com o que ouviu da coruja e prometeu que, ao se tornar um adulto, faria alguma coisa para protegê-las, 
Anos mais tarde, diplomado em Engenharia Florestal, herdou do padrinho uma fazenda enorme transformando-a em reserva para abrigar os pássaros e outros animais silvestres apreendidos pela Polícia Florestal. 
Assim ele se sentiu perdoado pelo mal causado aos passarinhos quando era menino.
Daguinaga
publicado em 09/03/2010


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

para pensar

Antes que a morte nos separe
A gente não cuida dos nossos afetos com a urgência e a dedicação que eles exigem

IVAN MARTINS
04/12/2013

... "há muito a fazer antes que a morte nos separe – e que o tempo, afinal, não é tão longo".


falando aos meus botões:
é inevitável a separação causada pela Morte, porém o que é terrível é quando a Vida nos separa, isto sim é evitável ...
daisy




elevando a autoestima

Ensaio fotográfico registra expressões de pacientes com câncer diante de mudanças radicais no visual

..." projeto que tem como objetivo ajudar pacientes com câncer a esquecer da sua doença – “mesmo que apenas por um segundo.”
A Fundação Mimi, em colaboração com a Leo Burnett, reuniu 20 pacientes com câncer, em junho. Os homens e as mulheres pensavam que estariam recebendo uma mudança de visual comum, e foram convidados a fechar os olhos durante a transformação.
Quando eles abrem os olhos, eles vêm em um espelho uma mudança radical, “escandalosa”. E, ao abrirem os olhos, são fotografados e filmados".

imagem Google



link

umas gotinhas de humor

do Google



do facebook



duas notícias

do Jornal Público/PT online

Alzheimer: não esquecer de quem cuida. 
Fotogaleria: http://is.gd/7bFsTk

"Mirella" é o nome do projecto vencedor da categoria "Vida Quotidiana" do World Press Photo 2013 e também o nome próprio da esposa de Luigi, doente de ‪#‎Alzheimer. Mirella foi casada com Luigi durante 40 anos. Aos 65, ele teve os primeiros sintomas. Ela alterou radicalmente a sua rotina. Passados cinco anos, Luigi já não a reconhecia. Morreu no ano seguinte em sua casa, em Roma. O fotógrafo Fausto Podavini acompanhou a história.

foto copiada do Facebook




mais

* * *

"Os hospitais desesperam para se verem livres dos doentes que lhes dão prejuízo"

O Ministério da Saúde tem de alterar o modelo de financiamento que está a obrigar os hospitais públicos a fazerem “desnatação de doentes”, defende o bastonário da Ordem dos Médicos, o único candidato ao cargo nas eleições desta quinta-feira.
ALEXANDRA CAMPOS


entrevista com "José Manuel Silva, que dá aulas na Faculdade de Medicina de Coimbra, onde se formou, conclui que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a “perder qualidade”, que há uma “clara desmotivação dos profissionais” e que os serviços estão a funcionar com “constrangimentos dramáticos”. Dá o exemplo do serviço de urgência do Hospital de Aveiro, onde recentemente viu “39 doentes em macas, alguns há três dias, à espera de cama”.
leia mais

sábado, 7 de dezembro de 2013

homenagem a um vencedor

"O que eu gostaria de dizer ao Mandela"


Mandiba,

Pessoas iluminadas não nascem em qualquer lugar e sempre tem uma missão a cumprir. Martin Luther King, Madre Teresa, Gandhi... que grupo seleto o Sr faz parte! Através dos seus livros pude imaginar seus diversos momentos do mais puro e genuíno sofrimento humano: angústia, tristeza, frieza, paciência, tolerância e amor. Sim, muito amor e por isso o sofrimento. Um amor que de tão concreto por sua luta, tornou-se emblemático, mas mesmo assim foi questionado; um amor que de tão real pelo seu exemplo, tornou-se o ideal mas mesmo assim desconfiado; um amor que de tão racional pelo teor politico, transcendeu para as esferas do intangível, mas mesmo assim foi atacado. Um amor que transgredia regras, exigiu perseverança e mesmo assim, foi desacreditado. Mandiba, me conta - qual é o segredo? Que fé é essa? O que alimenta a sua alma? 
O foco, a disciplina e a meditação são elementos que você me ensinou. Carrego suas palavras desde não sei quando: levei para meu mestrado, para meu doutorado e por toda minha vida. Eu tento aprender que "a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo." Eu a cada dia tento conquistar os meus. Que eu possa, ao menos, encontrar o alento da minha alma. Que ele seja parte daquele que você encontrou. Até breve!

Anelise Fonseca

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

depoimento

“Carrego o Parkinson no palco e na vida há 20 anos”

PAULO JOSÉ, EM DEPOIMENTO A FLÁVIA YURI OSHIMA
02/12/2013
" ...
Descobri que tenho Parkinson em 1993. Estava fazendo um Você decide especial. Quis encerrar o ano com um superprograma, com orquestra sinfônica e três finais para o público decidir qual iria ao ar – normalmente, eram dois finais. Superestimei minha capacidade como diretor. Era um programa cheio de música clássica – Brahms, Beethoven, Mozart, Mahler –, executada pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Tudo era grandioso. Foi uma edição complicadíssima que me consumiu três dias e três noites, sem sair da ilha de edição. Entreguei a versão final uma hora antes do início do programa. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Menos o comandante, que afundou com o navio, proferindo suas últimas palavras: “My kingdom for a horse. White Horse... on the rocks” (uma brincadeira com o uísque White Horse e o trecho famoso, de Ricardo III, de Shakespeare: “Meu reino por um cavalo”). Alguém me deu um copo com uísque para comemorar. Ao primeiro gole, fiquei tonto e desmaiei. Me recuperei, fui para casa e, no dia seguinte, dormi 22 horas seguidas. Ao acordar, fui tomar o café da manhã. Meu corpo não obedecia a meu cérebro. Minhas mãos não faziam coisas simples como passar manteiga no pão ou escovar os dentes.

Recebi o diagnóstico  e me lembrei da  frase de Dante Alighieri, escrita na porta do Inferno, em A divina comédia: “Deixai toda  a esperança,  vós que entrais” (Foto: Arquivo/Ag. O Globo)
Fui parar num neurologista. O mal de Parkinson não aparece visualmente nos exames. É um diagnóstico por eliminação. Se não tem coágulo, não tem tumor, não tem nada, mas tem enorme dificuldade para meter a bola cinco na caçapa do meio, então..."

querer viver ... é para poucos

Pai cria vídeo emocionante mostrando primeiro ano de vida do filho prematuro



Ward Miller é um menino americano que nasceu muito antes do previsto. Por isso, os pais, Benjamin e Lyndsey Miller, passaram muitos 107 dias com o bebê internado no hospital, lutando pela vida. A verdade é que ele superou os obstáculos e hoje está comovendo o mundo.

Benjamin Scot Miller, o pai, de 29 anos, é fotógrafo e decidiu criar um vídeo como lembrança de aniversário de Lyndsey, celebrando o primeiro ano de vida do pequeno Ward. E que ano difícil – o bebê nasceu com apenas 25 semanas e 2 dias de gestação, pesando 680 gramas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

agite-se


Fazer exercícios após 60 anos pode impedir enfermidades

Começar o método de exercícios físicos após 60 anos auxilia a inibir moléstias e o incremento de insanidade, conforme uma matéria divulgada nesta última terça-feira no British Journal of Sports Medicine. (...) Praticar exercícios habitualmente ao longo da vida é o padrão correto, porém existem benfeitorias quando é começado após dos 60 anos, sobressaíram os especialistas da University College London.
O clínico Mark Hamer, da universidade, falou que a missiva é observar a obrigação de se sustentar em agitação quando se está na terceira idade. O médico também comentou que realizar atividade física, não constitui ir para a academia ou percorrer, contudo também pode denotar arranjar jardins ou realizar uma caminhada.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

filosofando em quadrinhos

Coisas que aprendi com Calvin e Haroldo...
por Ramon Mapa

"Karl Jaspers dizia que a pergunta filosófica, em última instância, se assemelha muito às perguntas das crianças. Por não estar ainda totalmente alocada no mundo e na linguagem a criança não perdeu sua capacidade de se maravilhar diante desse mesmo mundo, como diria Heidegger. Para ela, saber como seu desenho animado preferido é feito ou de onde veem os bebês tem o mesmo fascínio. Infelizmente, nós adultos, soterrados por nossas obrigações, contratempos, contas a pagar, preocupação com calvície e menstruações atrasadas muitas vezes perdemos essa capacidade de nos maravilhar. E até a condenamos nas pessoas adultas que por alguma sorte a mantém. Nas sociedades industriais contemporâneas, essencialmente voltadas ao tecnicismo, à aplicabilidade e à eficiência, "perder tempo" se questionando e se maravilhando não é uma boa. O que importa são os formulários preenchidos, os parafusos apertados, as Tvs vendidas e os cafezinhos estrategicamente identificados como descanso. Aos sonhadores que ainda vivem seu exercício de auto reflexão, a zombaria e o desrespeito. Um dos meus sonhadores favoritos se chama Bill Watterson. Em 1985 Watterson criou uma tira de quadrinhos em que contava histórias sobre um garotinho e seu tigre de pelúcia. Os leitores que esperavam historinhas bobas sob peripércias infantis encontraram argutos questionamentos existenciais e morais concretizados na capacidade dos dois personagens de ficarem perplexos com o mundo ao redor. Os próprios nomes dos personagens são referências filosóficas. Calvin teve seu nome retirado do teólogo francês Jean Calvin e Haroldo (Hobbes no original) do filósofo inglês Thomas Hobbes, duas leituras constantes e apaixonadas de Watterson. Durante os anos em que a tira foi publicada diariamente, Calvin e Haroldo se depararam com inúmeras situações, que iam desde se relacionar com a alteridade, com a autoridade e com a morte. Mas se engana quem pensa que vai encontrar um tratado sistemático sobre a ontologia (aff) apátrida do homem contemporâneo nas histórias de Calvin. Watterson foi tão genial que trouxe a filosofia para o lugar de onde ela nunca deveria ter saído: para a vida. Não é filosofia ou pensamento acadêmico, não é decoreba de nomes ou sistemas, é o pensar sobre si mesmo. Esse autodiálogo, essa reflexão constante sobre o que se acredita, o que se vive e o que se é, é que é filosofia. Quando Marx dizia que os filósofos já haviam pensado demasiado sobre o mundo e que era chegado o momento de mudá-lo, era também sobre essa atrofia a que o pensar filosófico se condenou quando se tornou de forma indevida em um consolo acadêmico. Então temos a figura do imponente filósofo de escola, que lê e discute Hegel em alemão, mas que é incapaz de se questionar sobre as coisas mais ordinárias de sua própria vida".

continue lendo blog marmitafilosofica

um alerta

"Há 86 milhões de pessoas no mundo todo que sofrem dores, a grande maioria em países em desenvolvimento, sem ter acesso a tratamentos paliativos por meio de analgésicos para aliviar o sofrimento.

Assim afirmou hoje* a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão das Nações Unidas com sede em Viena responsável por zelar pelo cumprimento dos tratados internacionais contra as drogas.

Em seu relatório sobre 2008, afirma que "cerca de 90% dos remédios fiscalizados (para fins paliativos) são consumidos na América do Norte e na Europa".
*Viena, 19 fev (EFE)


* * *

Cuidados paliativos para diminuir dor de pacientes terminais deveriam virar política pública, dizem especialistas

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Especialistas que lidam no cotidiano com a iminência da morte defendem que o governo desenvolva uma política pública para melhorar a qualidade de vida de pacientes terminais. De acordo com a diretora da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, Dalva Yukie Matsumoto, a dor é sintoma predominante nos pacientes terminais no Brasil e falta formação para amenizá-la.
“A grande maioria dos médicos no Brasil não tem formação para tratar de dor, não sabe prescrever uma morfina, um opióide [substâncias naturais ou sintéticas derivadas do ópio] de forma adequada. Existe um tabu por acharem que morfina é para quem está morrendo. O mito é reforçado pelo mau uso. Esse é um grande desafio para gente [médicos paliativistas]”, disse Dalva, que coordena a Hospedaria de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Pesquisa realizada pela consultoria Economist Intelligence Unit e publicada pela revista inglesa The Economist, em 2010, coloca o Brasil em 38º lugar em um ranking de 40 países quando o assunto é qualidade de morte. O país fica à frente apenas de Uganda e da Índia. Esse dado indica que o brasileiro em estado terminal ainda sofre muito no seu processo de morte.

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Medicina Integrativa


Uma nova abordagem, chamada medicina integrativa, tem conquistado espaço em instituições de pesquisa, hospitais, unidades de saúde e consultórios médicos ao propor transformações nesse cenário fragmentado e nem sempre eficiente. Organizada como movimento dentro de universidades americanas de pesquisa a partir de meados dos anos 1970, uma de suas grandes inovações está numa mudança de paradigma: sai a doença como foco principal da atenção e entra o paciente inteiro - mente, corpo e espírito - no centro do cuidado. Parece simples, mas é um deslocamento gigantesco que modifica toda a prática médica, numa reação em cascata: o paciente é visto como agente responsável por sua melhora, a consulta inclui uma atenção diferenciada, a relação médico-paciente se fortalece, a escolha de terapias se expande. Até mesmo o conceito da cura é ampliado, deixando de ser entendido apenas como ausência de doença, o que é bastante comum hoje em dia, para ser visto como o restabelecimento do bem-estar físico, mental e social - definição, aliás, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra mudança importante da medicina integrativa é a ênfase na capacidade inata de recuperação do nosso organismo. Em outras palavras, isso significa dizer que somos capazes de participar ativamente do nosso processo de cura, apesar de não sermos educados para saber disso. A cura não vem de fora, mas de dentro - remédios, tratamentos e cirurgias são necessários para auxiliar e acelerar essa recuperação, mas não são tudo nem podem fazer todo o trabalho sozinhos. Condicionados como estamos ao modo racional e descartiano de pensamento, que primeiro divide em partes para depois tentar compreender e racionalizar, temos mais dificuldade do que uma criança em entender as capacidades de recuperação do corpo - um garoto de 10 anos ao observar um machucado se cicatrizando entende melhor o conceito do que muitos adultos. É uma mudança de entendimento. Por exemplo, ao se recuperar de uma pneumonia após ingerir antibióticos, qualquer pessoa pensaria que foram os remédios que curaram o paciente. A medicina integrativa entenderia que o sistema imune do paciente auxiliado pela redução de bactérias devido ao uso de antibióticos foi quem permitiu a cura. Parecido, mas totalmente diferente.
Dentro desse pensamento integrado, as opções de tratamento disponíveis realmente se ampliam, e a dicotomia entre ocidental e oriental perde o sentido. É como um leque que fica maior: existe todo o rol do qual a medicina tradicional dispõe, mas também as modalidades complementares que tenham evidências científicas de sua segurança e eficácia. Essa parte é muito importante já que pacientes fazem uso de práticas não tradicionais sem avisar seu médico, num sinal de que algo está faltando para elas e num indício de que possam estar mais se prejudicando do que ajudando ao não receberem orientação adequada para isso. Pesquisa feita nos Estados Unidos em 1993 mostrou que 1 em cada 3 pacientes fazia uso de alguma terapia complementar sem contar ao médico responsável pelo seu tratamento.
Na definição do Consortium of Academic Heath Centers for Integrative Medicine, "a medicina integrativa é a prática que reafirma a importância da relação entre médico e paciente, com foco na pessoa como um todo, embasada em evidências, e que usa de todas as abordagens terapêuticas apropriadas para alcançar saúde e cura". Andrew Weil, um dos pioneiros da medicina integrativa, explica o caminho desse conceito associando-o ao da boa medicina, identificada como ele como aquela que utiliza todos os tipos de terapias consagradas cientificamente, sejam oriundas da medicina convencional ou de sistemas médicos não tradicionais, para prevenir e tratar doenças, e promover o bem-estar do paciente. Weil ressalta também a importância dessa abordagem, mostrando que ela acontece em duas dimensões - uma que expande o rol de escolhas terapêuticas e outra que reintegra mente, corpo e coração, num entendimento de que saúde e doença incluem mais do que apenas o corpo. E novamente, num entendimento de que o bem-estar do paciente precisa estar em primeiro plano.
Em maio de 2006, uma portaria do Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PIC), normatizando a oferta de tratamentos complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela norma, passaram a ser oferecidos acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo. Atualmente, dados do Ministério da Saúde mostram que o SUS faz, em média, 385 mil procedimentos de acupuntura e mais de 300 mil de homeopatia por ano. A oferta desses serviços está disponível em cerca de 1.200 municípios.
Anelise Fonseca

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Medicina Interativa • A Cura Pelo Equilíbrio

Em seu primeiro livro, Medicina Integrativa • A cura pelo equilíbrio o médico Paulo de Tarso Lima, reúne informações sobre os tratamentos, a filosofia e os resultados concretos dessa prática.
Pioneiro no mercado editorial brasileiro, o livro mostra que apesar dos fabulosos avanços dos últimos cem anos, a medicina convencional ainda não consegue tratar a doença e, ao mesmo tempo, prevenir seu surgimento. “É para equilibrar essa situação que surge a medicina integrativa, que se pauta pela união dos avanços científicos com as terapias e práticas complementares cujas evidências comprovem sua segurança e eficácia”, afirma o médico.
No livro, o autor aborda os conceitos que norteiam a prática e oferece dicas que podem ser adotadas e seguidas em qualquer momento do dia. São exercícios de relaxamento para a consciência corporal e para o cultivo da atenção plena; apresentação de uma pirâmide alimentar anti-inflamatória; demonstração de como montar um prato colorido e rico em nutrientes; informações sobre a verdadeira relação entre alimentação e câncer; e sugestões para diminuir o nível de estresse. A mudança na dieta, a recomendação de atividades físicas, redução de estresse, terapias de corpo e mente ou uso de técnicas da medicina oriental são diretrizes da medicina integrativa.
Resultado de sua experiência Clinica e de amplas pesquisas realizada pelo medico de, depois de participar do Programa de Medicina Integrativa da Universidade do Arizona, o livro traduz o conceito de cura em sua visão ampliada de cura. Em cinco capítulos, o autor enfatiza a importância de prestar atenção a alguns pontos vitais de nossa vida, como a respiração, a alimentação e o controle do estresse. Fala também sobre o futuro da medicina integrativa, destacando os modelos práticos adotados nos Estados Unidos e no Brasil, a questão econômica e os caminhos para se chegar à boa medicina, que usa todos os recursos em prol do paciente.
A obra apresenta, de maneira clara e didática, as vantagens da nova abordagem médica tanto para o profissional da área como para o leigo. Além disso, contribui para a implementação de novos centros de cuidados médicos e a realização de pesquisa e educação. Para o médico Andrew Weil, fundador e diretor do Centro de Medicina Integrativa da Universidade do Arizona (EUA), que assina o prefácio, o livro se transformará em excelente referência para o campo da medicina integrativa.
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Medicina integrativa ganha espaço em hospitais e até no SUS

A medicina integrativa propõe um resgate das práticas mais antigas sem negar os avanços da convencional
Em uma consulta de rotina, você fica sabendo que terá que passar por uma pequena cirurgia. Você faz a operação e o médico afirma que o procedimento foi um sucesso. Mas isso é apenas o primeiro passo: afinal, ainda é preciso lidar com a cicatrização, que muitas vezes vai exigir cuidados especiais com a alimentação e alguns dias longe do trabalho. Acompanhar todo esse processo para o restabelecimento do bem-estar físico, mental e social é o objetivo da medicina integrativa.
Partindo do princípio de que acupuntura, meditação e ioga ajudam a minimizar a dor, a ansiedade e até os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais,  a medicina integrativa tem ganhado cada vez mais espaço em hospitais e centros de estudos.

Para os defensores da prática, a cura não é apenas eliminar a doença, mas sim restabelecer o paciente integralmente – e isso inclui os aspectos emocionais e sociais também.

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Medicina paliativa

Medicina paliativa traz alívio a pacientes

 Fernanda Bassette
em São Paulo

"O movimento que difundiu os cuidados paliativos para pacientes com doenças avançadas e muitas vezes sem cura surgiu na Inglaterra em 1967, dentro da filosofia de evitar o prolongamento da vida com angústia. 

No Brasil, o primeiro relato desse tipo de acompanhamento é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 1989 - 22 anos após o dos ingleses -, mas ainda de forma tímida e superficial.

Nos anos 2000, alguns centros brasileiros começaram a se estruturar e oferecer cuidados paliativos. Hoje, segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), são cerca de 65 serviços cadastrados, mas só 22 são reconhecidos com equipes minimamente estruturadas".


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Casa em SP terá cuidados paliativos gratuitos para crianças com câncer terminal 
CLÁUDIA COLLUCCI, DE SÃO PAULO

"Todos os anos, o câncer mata cerca de 2.700 crianças no Brasil. As chances de cura chegam a 80% nos melhores centros. Para os 20% que vão morrer, é preciso oferecer cuidados paliativos específicos.

A ideia é sejam atendidas no hospice* crianças sem chance de cura que não precisam mais estar dentro de um hospital, mas que também não têm condições de um melhor cuidado em casa.

hospice infantil, uma casa onde crianças com câncer incurável possam passar suas últimas semanas ou meses de vida com todo suporte médico de que precisam e ao lado da família.


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Marco Tullio Barcellos de Assis Fugueiredo (1925-2013) - O médico dedicado aos cuidados paliativos

"As pessoas ainda confundem nosso trabalho. Acham que cuidado paliativo é usar band-aid", disse Marco Tullio Figueiredo à Folha, em 2004.
Professor da Unifesp durante anos, o médico foi criador e chefe do Ambulatório de Cuidados Paliativos da instituição, assim como toda a sua equipe, era voluntário.
(...) Em 2002, o Hospital do Servidor Público Estadual de SP batizou a enfermaria de cuidados paliativos com seu nome. Morreu no dia 20/11 aos 87 anos".

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Cuidados paliativos garantem qualidade de vida e não simples "consolo"

Se as intervenções médicas, psicológicas, sociais e da equipe forem cada vez mais precoces, mais alívio trarão para o paciente e os familiares

"Antigamente, muitas pessoas entendiam que os cuidados paliativos só eram aplicáveis no final da vida como uma forma de “consolo” aos pacientes terminais, no entanto, segundo Ana Georgia*, há muito que se fazer. “Frente a um diagnóstico de uma doença que irá progredir, intervenções como tratamentos diversos e cirurgias devem ser aplicados, se não há esperança de cura, com o foco na manutenção da qualidade de vida e na prevenção e alívio dos sintomas. Se as intervenções médicas, psicológicas, sociais e de toda a equipe forem cada vez mais precoces, mais alívio trarão para o paciente e para os familiares. É uma forma mais digna e humana de cuidar”, salienta".

*psicóloga e fundadora da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP) Ana Georgia Cavalcanti de Melo

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Cuidados paliativos e a questão da Saúde pública

Em outubro, celebra-se o mês de cuidados paliativos, data criada pela associação inglesa Help the Hospices. Todos os anos, em aproximadamente 70 países, são realizadas atividades com o propósito de destacar a data, que incluem variadas campanhas públicas de sensibilização.
Torna-se cada vez mais importante conscientizar a população de que os cuidados paliativos são a chave para que o paciente em estágio terminal de uma doença tenha qualidade de vida melhor, assim como sua família.
No caso do câncer, apesar de a possibilidade de cura ser alta, é preciso levar em conta que, no decorrer do tratamento, a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia podem não ter mais indicação ou deixar de fazer efeito. Assim, muitos pacientes convivem com a doença fazendo controle dos sintomas físicos e tendo suporte nas questões psicossociais, por meio de abordagem especializada em cuidados paliativos.
Os centros ou serviços que prestam cuidados paliativos, quando conseguem aliar as necessidades de um hospital à hospitalidade, ambiência e a disponibilidade de tempo de uma casa, chamam-se hospices. Mais do que local específico, é um conceito e uma filosofia que preparam a família para receber paciente na fase final da doença. O objetivo é manter o paciente em casa, sem hospitalização, levá-lo para o contato com a família para dar mais qualidade à sua vida.
A Organização Nacional de Hospice e Cuidados Paliativos, dos Estados Unidos, estima que, em 2011, das 2,513 milhões de mortes no país, 1,059 milhão ocorreu em ambientes de hospice, o que equivale a 44,6% do total de mortes. É número considerável. A orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de ter cuidados paliativos como estratégia de ação em sistemas nacionais de Saúde. continua ...

Do Diário do Grande ABC

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Cuidados Paliativos garantem maior qualidade de vida aos pacientes terminais


Equipe do Hospital Alberto Cavalcanti é responsável por cuidar dos doentes que não apresentam possibilidades terapêuticas de cura

Atualmente, um grupo de 30 pacientes do Hospital Alberto Cavalcanti recebe os cuidados paliativos

Iniciadas há exatos dois anos, as visitas domiciliares realizadas pela equipe de cuidados paliativos do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da Rede Fhemig, são responsáveis por uma verdadeira mudança de paradigmas em relação aos resultados alcançados pela assistência aos doentes que não apresentam possibilidades terapêuticas de cura.
Este ano, a temática dos cuidados paliativos está na agenda do Ministério da Saúde. O órgão pretende estabelecer normas para que a prática alcance todos os níveis de governo integrando-os. Enquanto o assunto começa a ser discutido nacionalmente, o Hospital Alberto Cavalcanti já possui um programa estruturado e que produz resultados efetivos.
A atenção domiciliar aos pacientes em cuidados paliativos se justifica pela impossibilidade destas pessoas de se locomoverem até o hospital para receberem a assistência paliativa que são realizados por uma equipe multidisciplinar que tem como premissa não apressar, nem adiar a morte, mas afirmar a vida e encarar o morrer como um processo natural e não um fracasso técnico.

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